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O que um crédito deveria pagar, e o que não deveria

Cobrar por operação é fácil de implementar e difícil de explicar. A regra que adotamos é que o crédito paga custo externo, nunca linha em banco de dados.

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Todo produto que consome dado de terceiro precisa decidir como cobrar por isso. A saída preguiçosa é cobrar por operação: cada clique que faz alguma coisa debita alguma coisa. É simples de implementar, e é onde a confiança do cliente começa a escorrer.

A regra

A nossa é uma frase: o crédito paga custo externo, não linha no nosso banco de dados.

Se a operação nos custou dinheiro com um fornecedor, ela custa crédito. Se ela roda na nossa própria infraestrutura, não custa nada, por mais trabalhosa que seja para nós.

O que isso significa na prática

Importar a sua planilha de 10 mil linhas não consome nada. É a sua base, e processá-la não nos custa um centavo com terceiro. O trabalho de servidor é nosso, e é o que a assinatura paga.

Verificar se um endereço de e-mail existe não consome nada. O verificador é nosso, roda em infraestrutura própria. Cobrar por ele seria transformar uma proteção em custo, e a consequência previsível é o cliente desligando a proteção para economizar. A operação que mais protege a entrega não pode ter um preço que convide a pulá-la.

Consultar CNPJ, CNAE, porte e situação cadastral não consome nada, porque a fonte é pública e gratuita.

Ver a prévia de uma busca não consome nada, mesmo quando ela devolve 200 empresas e nós pagamos pelas 200. Você paga as 40 que decidir importar. A conta não fecha em cada busca isolada, e fecha no conjunto, porque prévia que custa é prévia que ninguém usa, e sem prévia o cliente importa às cegas e reclama do que veio.

O que consome

Gerar um lead custa 1 crédito, porque compramos aquela linha. Enriquecer custa 10. Descobrir o e-mail custa 9 a mais, e só quando exigiu provedor pago: quando o padrão do domínio resolve, é zero.

Um lead completo fica em 20 créditos. O número não é arbitrário: ele é o custo real, com a margem embutida, e não o valor percebido.

A parte que quase ninguém faz

Se o fornecedor falhar, ou não devolver resultado, o crédito volta. Cobrar só no sucesso é o esperado.

O que é menos comum: a liberação não apaga a tentativa. Ela lança uma contra-entrada, e as duas linhas ficam no extrato. Isso parece detalhe contábil até o dia em que alguém pergunta "por que este lead não ganhou e-mail?". Sem o registro da tentativa, a resposta é um silêncio idêntico ao de nunca ter tentado.

Por que escrever isso publicamente

Porque a alternativa é o cliente descobrir a regra pelo extrato, e regra descoberta pelo extrato é sempre lida como armadilha, mesmo quando é justa.

Isso tudo existe funcionando

Cada trava citada aqui está no produto. Trinta minutos com a plataforma aberta mostram como, na sua operação.

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